Bucetélia se banhava no lago num dia ensolarado. Estava cansada do marasmo das manhãs comuns. De repente, avistou na borda do lago alguns cogumelos bonitos. Não pensou duas vezes: os comeu. Logo as águas nas quais se banhava começaram a formar uma espécie de tromba d'água. O centro daquilo sugou Bucetélia, fazendo-a deslizar para dentro do buraco formado por tal fenômeno.
A menina sentiu deslizar naquele túnel umedecido. Era uma sensação estranha para ela. Nunca tinha vivenciado uma experiência como aquela. Deslizava com velocidade, de forma que não conseguia nem mesmo raciocinar. Não sabia para onde ia. Também nem se importava. Sentiu um impacto quando o túnel chegou ao fim. Deslizou mais um pouco no chão molhado da sala na qual estava. Bucetélia olhou em volta e percebeu que era outro lugar desconhecido, óbvio. No local havia uma mesa grande. As paredes eram meio avermelhadas. Num dos cantos da sala uma cama e no outro canto uma hidromassagem. Ainda na mesa, garrafas, seringas, pacotes de plástico, algemas, chicotes, entre outras coisas. Era tudo muito exótico. Numa das paredes, uma TV grande, uma LCD 50 polegadas.
Na sala havia também uma porta. Bucetélia foi na sua direção. Tentou abrí-la. Estava trancada. Aonde estaria a chave?
Olhou em volta. Não havia percebido o aviso que estava acima: Porta automática. Para abrí-la, favor inserir o código.
E agora, que código seria este?
Nossa heroína ficou pensativa. Foi até a porta e digitou no painel ao lado alguns números só para testar. Um barulho ríspido dava a certeza para nossa amiga de que eram os dígitos errados.
Bucetélia pensou mais um pouco. Pensou ainda mais um pouco. Resolveu ligar a televisão. Rapidamente uma mensagem surgiu na tela dizendo: Você quer sair deste lugar, não? O código de acesso para a saída deste lugar se encontra no espelho ao lado da hidromassagem. No entanto, só enxergará tal código se seguir as instruções que serão dadas. 1- Na mesa há uma colher e um isqueiro; pegue-os. 2- Há nela também um pacote com uma espécie de pó esbranquiçado; pegue-o e coloque um pouco na colher. 3- Uma vez o pó na colher, misture-o com algumas gotinhas do líquido que se encontra nas garrafas que também se encontram na mesa. 4- Esquente a solução com o isqueiro. 5- Quando estiver borbulhando, pegue a seringa e aspire para dentro dela o líquido formado. 6- Em seguida, aplique a seringa numa de suas veias do braço esquerdo.
Após seguir essa sequência, vá até o espelho e veja o código que nele aparecerá.
Esse foi o fim da mensagem. Bucetélia tinha vontade de sair daquela sala, é certo. Porém, estava com um pouco de medo. Tinha certo pavor de injeções. No entanto, não tinha escolha. Resolveu seguir as instruções...
Ao enfiar a agulha no braço esquerdo, sentiu uma dorzinha e em seguida um formigamento. Percebeu o produto da seringa invadindo suas veias. Logo a sala avermelhada começou a mudar de cor. Na verdade, eram várias cores...Parecia até que Bucetélia estava no interior de um arco-íris. Tudo também parecia se movimentar. As coisas tão materiais de repente estavam maleáveis, flexíveis. Nossa heroína observou, então, que o espelho ao lado da hidromassagem se modificou também. Nele havia realmente um código. Era tão simples que Bucetélia quase não acreditou. Somente dois dígitos! Guardou o código e foi até a porta para digitá-lo. Deslizou o dedo no número 6; depois, logo abaixo dele, no número 9. A porta se destrancou. Bucetélia avistou um vale lindo, todo colorido. Parecia tudo muito mágico. Atravessou a porta e começou a caminhar naquele gramado macio. Contudo, parou diante de uma cena curiosa: avistou uma mesa e sentados nela sete anões. Eles pareciam disputar alguma coisa. E na verdade disputavam.
- Vai, vai! Diziam alguns deles. Enquanto dois anões empurravam goela abaixo, bruscamente, o conteúdo líquido de alguns canecos feitos de argila. Era uma disputa pra ver quem aguentava tomar mais daquilo.
- Vai Zangado! Você vai ganhar!
- Que nada, o Dunga é que vai!
Bucetélia estava curiosa. Aproximou-se mais para observar. Alguns anões a perceberam e a cumprimentaram:
- Olá senhorita! O que a traz para essas terras?
- Olá! Estou perdida. Procuro uma forma de voltar para minha casa.
- Hummm, sei. Todo mundo busca uma forma de reencontrar algo que já perdeu. Disse isso um dos anões, enquanto expelia fumaça do estranho cigarro que tinha na boca.
Bucetélia perguntou:
- Qual o sentido dessa disputa?
Um dos anões disse:
- Zangado e Dunga querem ver qual deles vai ficar com a Branca de Neve hoje. Ela tá lá no quarto esperando o vencedor.
- Hummm, interessante. E o que eles vão fazer?
- Coisas incríveis! Não podemos revelar.
Dunga caiu desmaiado. Zangado comemorou a vitória. Não hesitou muito, saiu correndo para dentro da casa que ficava uns 100 metros distante dali. Era onde Branca de Neve o esperava. Os outros anões ficaram rindo da situação. Principalmente de Dunga, que estava ali caído no gramado. Contudo, os cinco que estavam ainda de pé - embora sob o efeito daquela bebida estranha do caneco - olharam para Bucetélia com olhos malígnos. Ela ficou com medo daquilo. Até pensou em sair correndo. Os anões vieram se aproximando da moça. Agarraram-na. Ela tentou gritar. Eles a seguraram pelos quatro membros. O que eles pretendiam fazer? Um deles tinha uma corda. Amarraram os braços e pernas da jovem. Colocaram uma mordaça nela. Bucetélia deixou escorrer algumas lágrimas de desespero. Os anões a carregaram também para dentro da casa onde entrara o anão vencedor da disputa. Ouviu-se um barulho da tranca. Risos malvados também puderam ser ouvidos. Bucetélia estava entregue ao seu próprio destino.
A menina sentiu deslizar naquele túnel umedecido. Era uma sensação estranha para ela. Nunca tinha vivenciado uma experiência como aquela. Deslizava com velocidade, de forma que não conseguia nem mesmo raciocinar. Não sabia para onde ia. Também nem se importava. Sentiu um impacto quando o túnel chegou ao fim. Deslizou mais um pouco no chão molhado da sala na qual estava. Bucetélia olhou em volta e percebeu que era outro lugar desconhecido, óbvio. No local havia uma mesa grande. As paredes eram meio avermelhadas. Num dos cantos da sala uma cama e no outro canto uma hidromassagem. Ainda na mesa, garrafas, seringas, pacotes de plástico, algemas, chicotes, entre outras coisas. Era tudo muito exótico. Numa das paredes, uma TV grande, uma LCD 50 polegadas.
Na sala havia também uma porta. Bucetélia foi na sua direção. Tentou abrí-la. Estava trancada. Aonde estaria a chave?
Olhou em volta. Não havia percebido o aviso que estava acima: Porta automática. Para abrí-la, favor inserir o código.
E agora, que código seria este?
Nossa heroína ficou pensativa. Foi até a porta e digitou no painel ao lado alguns números só para testar. Um barulho ríspido dava a certeza para nossa amiga de que eram os dígitos errados.
Bucetélia pensou mais um pouco. Pensou ainda mais um pouco. Resolveu ligar a televisão. Rapidamente uma mensagem surgiu na tela dizendo: Você quer sair deste lugar, não? O código de acesso para a saída deste lugar se encontra no espelho ao lado da hidromassagem. No entanto, só enxergará tal código se seguir as instruções que serão dadas. 1- Na mesa há uma colher e um isqueiro; pegue-os. 2- Há nela também um pacote com uma espécie de pó esbranquiçado; pegue-o e coloque um pouco na colher. 3- Uma vez o pó na colher, misture-o com algumas gotinhas do líquido que se encontra nas garrafas que também se encontram na mesa. 4- Esquente a solução com o isqueiro. 5- Quando estiver borbulhando, pegue a seringa e aspire para dentro dela o líquido formado. 6- Em seguida, aplique a seringa numa de suas veias do braço esquerdo.
Após seguir essa sequência, vá até o espelho e veja o código que nele aparecerá.
Esse foi o fim da mensagem. Bucetélia tinha vontade de sair daquela sala, é certo. Porém, estava com um pouco de medo. Tinha certo pavor de injeções. No entanto, não tinha escolha. Resolveu seguir as instruções...
Ao enfiar a agulha no braço esquerdo, sentiu uma dorzinha e em seguida um formigamento. Percebeu o produto da seringa invadindo suas veias. Logo a sala avermelhada começou a mudar de cor. Na verdade, eram várias cores...Parecia até que Bucetélia estava no interior de um arco-íris. Tudo também parecia se movimentar. As coisas tão materiais de repente estavam maleáveis, flexíveis. Nossa heroína observou, então, que o espelho ao lado da hidromassagem se modificou também. Nele havia realmente um código. Era tão simples que Bucetélia quase não acreditou. Somente dois dígitos! Guardou o código e foi até a porta para digitá-lo. Deslizou o dedo no número 6; depois, logo abaixo dele, no número 9. A porta se destrancou. Bucetélia avistou um vale lindo, todo colorido. Parecia tudo muito mágico. Atravessou a porta e começou a caminhar naquele gramado macio. Contudo, parou diante de uma cena curiosa: avistou uma mesa e sentados nela sete anões. Eles pareciam disputar alguma coisa. E na verdade disputavam.
- Vai, vai! Diziam alguns deles. Enquanto dois anões empurravam goela abaixo, bruscamente, o conteúdo líquido de alguns canecos feitos de argila. Era uma disputa pra ver quem aguentava tomar mais daquilo.
- Vai Zangado! Você vai ganhar!
- Que nada, o Dunga é que vai!
Bucetélia estava curiosa. Aproximou-se mais para observar. Alguns anões a perceberam e a cumprimentaram:
- Olá senhorita! O que a traz para essas terras?
- Olá! Estou perdida. Procuro uma forma de voltar para minha casa.
- Hummm, sei. Todo mundo busca uma forma de reencontrar algo que já perdeu. Disse isso um dos anões, enquanto expelia fumaça do estranho cigarro que tinha na boca.
Bucetélia perguntou:
- Qual o sentido dessa disputa?
Um dos anões disse:
- Zangado e Dunga querem ver qual deles vai ficar com a Branca de Neve hoje. Ela tá lá no quarto esperando o vencedor.
- Hummm, interessante. E o que eles vão fazer?
- Coisas incríveis! Não podemos revelar.
Dunga caiu desmaiado. Zangado comemorou a vitória. Não hesitou muito, saiu correndo para dentro da casa que ficava uns 100 metros distante dali. Era onde Branca de Neve o esperava. Os outros anões ficaram rindo da situação. Principalmente de Dunga, que estava ali caído no gramado. Contudo, os cinco que estavam ainda de pé - embora sob o efeito daquela bebida estranha do caneco - olharam para Bucetélia com olhos malígnos. Ela ficou com medo daquilo. Até pensou em sair correndo. Os anões vieram se aproximando da moça. Agarraram-na. Ela tentou gritar. Eles a seguraram pelos quatro membros. O que eles pretendiam fazer? Um deles tinha uma corda. Amarraram os braços e pernas da jovem. Colocaram uma mordaça nela. Bucetélia deixou escorrer algumas lágrimas de desespero. Os anões a carregaram também para dentro da casa onde entrara o anão vencedor da disputa. Ouviu-se um barulho da tranca. Risos malvados também puderam ser ouvidos. Bucetélia estava entregue ao seu próprio destino.
Uhull Le vc apavora *-*
ResponderExcluirThanks Lale! s2
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