Bucetélia estava amarrada e amordaçada na cama. Os anões pareciam loucos. Podia-se ouvir os gemidos que vinham do quarto ao lado; provavelmente seriam da Branca de Neve. Os cinco anões amarraram os pulsos de Bucetélia na cabeceira da cama. Aproveitaram que a moça estava presa e indefesa e rasgaram seu vestido, deixando-a somente com a roupa de baixo. Eles riam, se divertiam. A menina aparentava medo e angústia. Queria chorar mas não conseguia. Tudo parecia estar perdido naquele momento para a jovem. Um dos anões se aproximou e passou a língua no seu rosto. Ela tentou desviar mas não conseguiu. Sentiu aquele hálito penetrar nas suas narinas e a saliva quente grudou nas suas bochechas. O anão anunciou: Galera, vamos atacar! Bucetélia se desesperou quando viu que todos partiam para cima dela como animais. Ela fechou os olhos e...
Bang!
Depois do estrondo o silêncio. Sangue escorria no seu corpo. Não, não era dela. Era do anão. Uma bala certeira havia estourado seus miolos. Na porta do quarto uma figura de chapéu, botas, sobrancelhas grossas, barba por fazer e com um charuto na boca. Os outros anões estavam paralisados. O homem então disse:
- Eu avisei que vocês deveriam ter me dado o dinheiro! Acharam que iam ficar usando meus alucinógenos sem pagar?
Um anão aproximou-se com as pernas tremendo:
- Mas senhor, não nos mate! Nós vamos pagar quando conseguirmos juntar a grana!
Bang!
Um tiro bem no coração. O anão caiu já morto.
- Vocês três também têm algo a dizer?
Bucetélia apenas observava a cena. Não sabia o que pensar. Nunca tinha visto um cadáver. Sentia um pouco de medo, mas alívio por ter se livrado do ataque dos pequeninos.
- Senhor, por favor! Leve como pagamento essa menina, ou até mesmo a Branca de Neve!
- E o que farei com elas?
- O que o senhor quiser!
- Hummm... Vou pensar no seu caso.
Bang!
Bang!
Bang!
Matou os três. Zangado apareceu na porta para ver o que estava acontecendo e também levou um tiro bem no meio da testa.
Bang!
Branca de Neve surgiu de repente e quase desmaiou quando viu todos os corpos espalhados no chão. Gritou suficientemente para quase quebrar os vidros das janelas.
- Você vem comigo!
- Pra onde? Perguntou Branca de Neve apavorada.
- Não interessa! - Você também mocinha! Disse o homem, dirigindo-se para Bucetélia.
Ele a desamarrou. A menina levantou da cama e ficou parada, esperando as ordens daquele homem cujo cheiro não era muito agradável.
Saíram da casa. O homem apontou a arma para as moças para que elas o seguissem. O cavalo dele esperava amarrado numa árvore.
- Não posso levar as duas... Vão pesar demais.
- Como assim?
- Não lhe dei permissão para falar! Gritou.
A moça calou na hora. O homem teve uma idéia. Amarrou o pescoço de Bucetélia no cavalo e disse:
- Nada de movimentos bruscos, senão meu amigo aqui vai quebrar o seu pescocinho. Espere aqui enquanto eu cuido dessa vagabunda. Branca de Neve arregalou os olhos.
- Venha comigo! Disse, enquanto a puxava pelos cabelos, arrastando-a para trás do matagal. Ela gritou:
- Nãããããããããooooooooooo! E levou um tabefe na cara. PAFT!
- Cala essa boca! Continuou arrastando a garota, que agora chorava e olhava para Bucetélia, que sentia pena, porém nada podia fazer. Os dois sumiram no meio do mato. Instantes depois, Bucetélia começou a ouvir os gritos de dor de Branca de Neve. Aquilo a atemorizou. Ela não queria ser a próxima. No entanto, qualquer movimento que ela fizesse era perigoso. Ela não queria morrer enforcada. Porém, os gritos de Branca de Neve vindos de trás do matagal a convenceram de que devia fazer algo. Bucetélia não pensou muito para tentar desamarrar a corda que a envolvia no pescoço. Só que aquilo não estava dando certo. Quanto mais tentava se soltar, mais a corda a apertava. O cavalo também parecia conspirar contra ela. Então, teve outra idéia. Resolveu montar no animal, apesar de nunca ter feito isso na vida. Precisou pegar um grande impulso, mas conseguiu subir nele. Agora não tinha mais como morrer enforcada. Porém, temia pela volta daquele homem fedorento e cruel. Parou de ouvir os gritos de Branca de Neve.
Bang!
Um tiro. Ela tinha de fazer alguma coisa. Tinha certeza absoluta que o homem havia matado a menina e agora estava voltando para fazer o mesmo com ela. Num movimento rápido, daqueles que as pessoas fazem quando têm a vida em risco, chutou o pescoço do cavalo. O animal se assustou tanto que acabou arrebentando a corda que o mantinha preso à árvore. Bucetélia segurou as rédeas e cavalgou, cavalgou muito rápido. O homem saiu do matagal e avistou ao longe a menina fugindo. Mirou seu revólver mas desistiu de atirar. Apenas deu um pequeno sorriso, sentou-se na grama e continuou apreciando seu charuto.
Bucetélia continuou cavalgando. Chegou num campo aberto e aproveitou para acelerar ainda mais. Prendeu as pernas fortemente no animal, com medo de que caísse. Sentia os pêlos dele rasparem no seu corpo semi nu. Era uma sensação deliciosa aquela. Nunca havia sentido a adrenalina invadir suas veias daquele jeito. A heroína realizou-se! Porém, é muito certo que na vida os momentos felizes não duram para sempre...
Bucetélia sentiu um tranco que a derrubou junto com o cavalo. O impacto a fez demorar um pouco para entender o que estava acontecendo. Com a visão turva, a moça, caída no chão, percebeu que havia algo estranho acontecendo. Olhou para o seu cavalo e se assustou com o que viu: um monstro de quase dois metros de altura, revestido com pêlos pretos e àsperos, destroçava o pescoço do pobre equídeo já falecido. Ela nunca tinha visto um ser daquela magnitude. Ele rosnou e virou-se na direção de Bucetélia. Seus olhos inflamados fizeram a jovem suar frio. O lobo, isso mesmo, um lobo, mostrou as presas e preparou-se para atacar a garota. Ele se abaixou um pouco, rosnando e ajeitando-se para realizar um ataque certeiro e mortal. Foi com toda a sua força na direção de Bucetélia. Ela sabia que aquele era o seu fim e entregou-se.
Bum!
A menina abriu os olhos e percebeu que ainda estava viva. Observou em volta e viu o cadáver do lobo. Não entendeu o que havia acontecido. Chegou mais perto do corpo do animal e viu que um objeto pequeno e estranho havia perfurado seu cérebro. Era algo feito de metal e com formato arredondado. Sangue jorrava daquela cabeça e espalhava-se pelo chão. Bucetélia ouviu passos. Alguém estava se aproximando. Alguém estava exatamente atrás dela. Virou-se e observou o vulto. Aquele ser encapuzado parecia confundir-se com as sombras.
- Olá.
Bang!
Depois do estrondo o silêncio. Sangue escorria no seu corpo. Não, não era dela. Era do anão. Uma bala certeira havia estourado seus miolos. Na porta do quarto uma figura de chapéu, botas, sobrancelhas grossas, barba por fazer e com um charuto na boca. Os outros anões estavam paralisados. O homem então disse:
- Eu avisei que vocês deveriam ter me dado o dinheiro! Acharam que iam ficar usando meus alucinógenos sem pagar?
Um anão aproximou-se com as pernas tremendo:
- Mas senhor, não nos mate! Nós vamos pagar quando conseguirmos juntar a grana!
Bang!
Um tiro bem no coração. O anão caiu já morto.
- Vocês três também têm algo a dizer?
Bucetélia apenas observava a cena. Não sabia o que pensar. Nunca tinha visto um cadáver. Sentia um pouco de medo, mas alívio por ter se livrado do ataque dos pequeninos.
- Senhor, por favor! Leve como pagamento essa menina, ou até mesmo a Branca de Neve!
- E o que farei com elas?
- O que o senhor quiser!
- Hummm... Vou pensar no seu caso.
Bang!
Bang!
Bang!
Matou os três. Zangado apareceu na porta para ver o que estava acontecendo e também levou um tiro bem no meio da testa.
Bang!
Branca de Neve surgiu de repente e quase desmaiou quando viu todos os corpos espalhados no chão. Gritou suficientemente para quase quebrar os vidros das janelas.
- Você vem comigo!
- Pra onde? Perguntou Branca de Neve apavorada.
- Não interessa! - Você também mocinha! Disse o homem, dirigindo-se para Bucetélia.
Ele a desamarrou. A menina levantou da cama e ficou parada, esperando as ordens daquele homem cujo cheiro não era muito agradável.
Saíram da casa. O homem apontou a arma para as moças para que elas o seguissem. O cavalo dele esperava amarrado numa árvore.
- Não posso levar as duas... Vão pesar demais.
- Como assim?
- Não lhe dei permissão para falar! Gritou.
A moça calou na hora. O homem teve uma idéia. Amarrou o pescoço de Bucetélia no cavalo e disse:
- Nada de movimentos bruscos, senão meu amigo aqui vai quebrar o seu pescocinho. Espere aqui enquanto eu cuido dessa vagabunda. Branca de Neve arregalou os olhos.
- Venha comigo! Disse, enquanto a puxava pelos cabelos, arrastando-a para trás do matagal. Ela gritou:
- Nãããããããããooooooooooo! E levou um tabefe na cara. PAFT!
- Cala essa boca! Continuou arrastando a garota, que agora chorava e olhava para Bucetélia, que sentia pena, porém nada podia fazer. Os dois sumiram no meio do mato. Instantes depois, Bucetélia começou a ouvir os gritos de dor de Branca de Neve. Aquilo a atemorizou. Ela não queria ser a próxima. No entanto, qualquer movimento que ela fizesse era perigoso. Ela não queria morrer enforcada. Porém, os gritos de Branca de Neve vindos de trás do matagal a convenceram de que devia fazer algo. Bucetélia não pensou muito para tentar desamarrar a corda que a envolvia no pescoço. Só que aquilo não estava dando certo. Quanto mais tentava se soltar, mais a corda a apertava. O cavalo também parecia conspirar contra ela. Então, teve outra idéia. Resolveu montar no animal, apesar de nunca ter feito isso na vida. Precisou pegar um grande impulso, mas conseguiu subir nele. Agora não tinha mais como morrer enforcada. Porém, temia pela volta daquele homem fedorento e cruel. Parou de ouvir os gritos de Branca de Neve.
Bang!
Um tiro. Ela tinha de fazer alguma coisa. Tinha certeza absoluta que o homem havia matado a menina e agora estava voltando para fazer o mesmo com ela. Num movimento rápido, daqueles que as pessoas fazem quando têm a vida em risco, chutou o pescoço do cavalo. O animal se assustou tanto que acabou arrebentando a corda que o mantinha preso à árvore. Bucetélia segurou as rédeas e cavalgou, cavalgou muito rápido. O homem saiu do matagal e avistou ao longe a menina fugindo. Mirou seu revólver mas desistiu de atirar. Apenas deu um pequeno sorriso, sentou-se na grama e continuou apreciando seu charuto.
Bucetélia continuou cavalgando. Chegou num campo aberto e aproveitou para acelerar ainda mais. Prendeu as pernas fortemente no animal, com medo de que caísse. Sentia os pêlos dele rasparem no seu corpo semi nu. Era uma sensação deliciosa aquela. Nunca havia sentido a adrenalina invadir suas veias daquele jeito. A heroína realizou-se! Porém, é muito certo que na vida os momentos felizes não duram para sempre...
Bucetélia sentiu um tranco que a derrubou junto com o cavalo. O impacto a fez demorar um pouco para entender o que estava acontecendo. Com a visão turva, a moça, caída no chão, percebeu que havia algo estranho acontecendo. Olhou para o seu cavalo e se assustou com o que viu: um monstro de quase dois metros de altura, revestido com pêlos pretos e àsperos, destroçava o pescoço do pobre equídeo já falecido. Ela nunca tinha visto um ser daquela magnitude. Ele rosnou e virou-se na direção de Bucetélia. Seus olhos inflamados fizeram a jovem suar frio. O lobo, isso mesmo, um lobo, mostrou as presas e preparou-se para atacar a garota. Ele se abaixou um pouco, rosnando e ajeitando-se para realizar um ataque certeiro e mortal. Foi com toda a sua força na direção de Bucetélia. Ela sabia que aquele era o seu fim e entregou-se.
Bum!
A menina abriu os olhos e percebeu que ainda estava viva. Observou em volta e viu o cadáver do lobo. Não entendeu o que havia acontecido. Chegou mais perto do corpo do animal e viu que um objeto pequeno e estranho havia perfurado seu cérebro. Era algo feito de metal e com formato arredondado. Sangue jorrava daquela cabeça e espalhava-se pelo chão. Bucetélia ouviu passos. Alguém estava se aproximando. Alguém estava exatamente atrás dela. Virou-se e observou o vulto. Aquele ser encapuzado parecia confundir-se com as sombras.
- Olá.
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