- Olá! Quem é você?
- Sou conhecida como Chapeuzinho Vermelho.
- Só porque anda com esse capuz avermelhado?
- Sim! As pessoas adoram estereotipar as coisas.
- Verdade!
Bucetélia ainda queria saber como aquela menina frágil havia matado o lobo. Perguntou:
- Como fez aquilo?
- Aquilo o quê?
- Você matou o lobo que estava prestes a acabar comigo!
- Estou acostumada. Na verdade sou uma caçadora de lobos. O capuz que utilizo é uma marca de distinção comum ao clã dos caçadores. Fui treinada desde os 3 anos de idade para fazer isso. Se não fôssemos nós, os lobos acabariam com a humanidade. Houve um tempo em que isso quase aconteceu...Então, meus ancestrais resolveram criar um grupo de caçadores de lobos especializado.
Bucetélia ouvia atentamente.
- Só uma vez na história aconteceu de um antepassado meu perder a batalha para um lobo. E isso que ficou marcado nos contos populares. Lamento muito tal coisa. Muitos até chegam a distorcer o acontecido.
- Já ouvi falar da história de uma Chapeuzinho Vermelho. O Lenhador a salvou e matou o lobo.
- É aí que está a distorção. Na verdade, o lenhador matou o lobo, mas também estuprou e matou minha ancestral. Ele era um pedófilo que a vivia perseguindo.
- Nossa!
Bucetélia ficou assustada com a história.
- O lenhador, na verdade, faz parte de um clã inimigo dos caçadores. O clã dos machados. Se um dia encontrar com alguém portando um machado de pouco mais de um metro de comprimento, fuja. Eles não têm piedade nenhuma. Esquartejam e comem a vítima. Se for mulher, estupram-na para depois a devorarem. Foi isso que aconteceu com a Chapeuzinho da história popular.
Nossa heroína ficou ainda mais assustada ao ouvir tal coisa.
- Agora tenho que ir. Outros lobos podem estar atacando pessoas inocentes na floresta. Quem sabe um dia possamos nos reencontrar.
- Tudo bem! Diga-me uma coisa, por favor. Como posso fazer para voltar para minha casa?
- Aonde fica sua casa?
- Não sei ao certo. Eu estava tomando banho num lago quando apareci nesse mundo estranho.
- Não sei como posso lhe ajudar... No entanto, aconselho que atravesse a floresta, passe pelo meio daquela montanha mais adiante e siga pela estrada de tijolos de ouro. Ao final dessa estrada há um homem que poderá ser útil a você.
- Obrigada.
- Adeus!
- Até mais.
A menina encapuzada penetrou no meio das árvores. Aquela mata parecia virgem. Talvez fosse ainda inexplorada. Aquilo causava nervosismo em Bucetélia, pois a menina sempre tinha certo temor do desconhecido.
Avistou o fim daquela floresta. Havia um campo aberto e uma montanha um pouco mais distante. Era lá que nossa heroína deveria chegar. No meio do caminho até a montanha avistou uma garota careca recostada numa das únicas árvores existentes no campo. A moça deu um sorriso e disse:
- Olá boneca, que tal a gente se divertir um pouco? Custa uma moeda de ouro.
Bucetélia se assustou com a proposta.
- Vejo que você não é daqui.
- Não mesmo. Estou apenas procurando a estrada de tijolos de ouro.
- É logo ali, após a montanha.
- Sim, vou nessa direção. Qual o seu nome?
- Rapunzel...
- Você não é a menina que tinha as...
- Longas tranças? Sim! Isso foi o que a crise e o vício fizeram comigo. Fui expulsa de casa e não tive escolha. Entrei para a prostituição. Até pensei que a venda dos meus cabelos seria suficiente para me manter por uns tempos, mas o dinheiro acabou e estou aqui.
- Que triste!
- Não é tão triste assim. Vários príncipes passam por esse campo. Tenho clientes ilustres. Amo o Saci Pererê! Ele não tem uma perna, mas em compensação...
Bucetélia soltou uma gargalhada.
- Olha lá, estou avistando um cliente! Está se aproximando a cavalo.
O homem chegou e cumprimentou as senhoritas.
- Boa tarde! Olá Rapunzel. Vejo que tem uma amiga hoje!
- Ela está só de passagem. Vai na direção da estrada de tijolos de ouro.
- Hummm... Que pena. Poderia realizar meu sonho hoje.
- Que safado você é Quixote! Se continuar desse jeito não terá nem a mim! Meus clientes precisam estar à minha altura e ter dignidade.
- Tudo bem meu amor! Não está mais aqui quem falou.
- Assim é melhor. E pode pagar adiantado a moeda de ouro!
- Como queira. Toma!
- Assim é bem melhor...Venha cá meu cavaleirinho lindo!
Bucetélia foi se distanciando. Viu que os dois estavam prestes a começar algo estranho para ela. Não queria presenciar aquilo naquele momento. Deu alguns passos para trás, ainda observando o casal. Porém, de repente...
Bang!
Um tiro certeiro na cabeça de Dom Quixote. Nossa heroína deu um pulo e pensou em correr. Ela tinha certeza absoluta de quem era a pessoa que efetuou o disparo. Rapunzel deu um grito e correu junto com Bucetélia. As duas estavam desesperadas indo em direção à montanha.
Bang!
Uma bala atingiu a perna de Rapunzel, destroçando-a completamente. A garota ficou no chão chorando e gritando de dor. Bucetélia não sabia se parava para ajudá-la ou corria para se salvar.
Bang!
Voaram os miolos de Rapunzel, o que fez Bucetélia tomar a decisão de continuar correndo. Ela não conseguia ver de onde vinham os disparos, mas sabia quem era o responsável por eles. Correu, correu e chegou até a montanha, enquanto disparos eram dados. Não foi atingida por pura sorte. Correu mais um pouco, na esperança de alcançar a estrada de tijolos de ouro. Todavia, não a enxergou. O desespero tomou conta de Bucetélia. Ela não sabia exatamente o que fazer nem para onde correr.
Bang!
Um tiro quase pegou de raspão na nossa donzela em perigo. Observou que havia uma casa de tijolos. Não pensou duas vezes antes de bater na porta.
Bang!
Mais um disparo que quase a acertou. Ela começou a bater na porta com muita angústia. Alguém precisava socorrê-la. Começou a gritar por socorro enquanto batia apressadamente naquela superfície de madeira talvez norueguesa. Quase chorou de emoção quando ouviu o barulho dela se abrindo.
- Entre! Disse, bruscamente, uma voz rouca.
Bucetélia entrou. Três porcos armados com rifles estavam no interior da casa. Ela os observou atentamente. Era a primeira vez que via animais agindo como humanos. Tambén nunca tinha ouvido um porco falar. Não era pouco o seu espanto.
- Aqui você está segura! Tex não tem controle sobre nossas terras. Cuidaremos dele. Vamos lá rapazes!
Os três saíram da casa já atirando. Foram inúmeros disparos. Bucetélia ficou ali, sentada numa poltrona, com medo de sair da casa e ser atingida. Os três porcos armados voltaram.
- Pronto moça, agora está salva. Espantamos o Tex. Ele não vai aparecer aqui tão cedo!
- Quem são vocês?
- Somos construtores. A gente vive de fazer casas. Compramos o terreno, construímos e vendemos a residência por um preço justo!
Bucetélia continuou ouvindo.
- Tivemos de aprender a nos defender, porque essas terras estão cheias de bandidos perigosos. Não se pode mais confiar em ninguém. Nossos pais nos contavam que antigamente nosso mundo era tranquilo. Aí o mal tomou conta dele e não teve mais volta.
- Entendo. Passei por maus bocados aqui. Tudo que eu queria era voltar pra minha casa. Disseram-me que se eu encontrasse a estrada de tijolos de ouro eu poderia ter a chance de realizar meu intento.
- Mas você a encontrou!
- Eu?! Não! Não tem estrada de tijolos de ouro aqui!
Os três porcos caíram na gargalhada. Ficaram por mais ou menos uns 3 minutos rindo da cara de Bucetélia, a qual não entendia nada.
- Você queria achar ouro!? AHAHAHAHAAHAHAHAHAAH
Continuaram rindo.
- Vocês podem me dizer qual o motivo para tanto riso? Perguntou a menina, irritada.
- Nos desculpe! haha! Mas é que é muito engraçado. Você realmente pensou que numa terra como essa, cheia de pessoas ambiciosas, alguém iria construir uma estrada feita de tijolos de ouro? E o pior, você acha que ninguém roubaria os tijolos? Eu tenho que cuidar para que as pessoas não roubem minhas cuecas fedorentas do varal lá de fora. Imagine tijolos de ouro! HAHAHA
- Ok, ok, Já entendi! A estrada só tem ouro no nome.
- Isso mesmo!
- Estranho...
- Há muitas coisas mais estranhas ainda na vida. Pois bem, agora você sabe qual o seu caminho. Se precisar passar a noite aqui, será bem vinda!
- Eu realmente preciso ir. Tenho de voltar para casa o mais rápido possível.
- Tudo bem. Foi um prazer conhecê-la!
- O prazer foi meu. Obrigada por me salvarem.
- Foi o nosso dever como senhores dessas terras.
-Adeus!
Bucetélia saiu da casa e seguiu pela estrada feita de pedras cujo nome era Estrada de Tijolos de Ouro.
Andou alguns minutos quando começou a ouvir muito alto um som familiar. Caminhou mais um pouco e começou a anoitecer. Os pássaros batiam as asas em retirada. A Lua brilhava como nunca. Aquele som começou a ficar cada vez mais próximo. Ela aumentou o ritmo dos passos. Era o som de batidas do coração. A menina sentiu que o barulho ficava cada vez mais alto. Ao avistar um vulto a mais ou menos uns 10 metros dela, sentiu uma mão tocar o seu ombro por trás...
- Sou conhecida como Chapeuzinho Vermelho.
- Só porque anda com esse capuz avermelhado?
- Sim! As pessoas adoram estereotipar as coisas.
- Verdade!
Bucetélia ainda queria saber como aquela menina frágil havia matado o lobo. Perguntou:
- Como fez aquilo?
- Aquilo o quê?
- Você matou o lobo que estava prestes a acabar comigo!
- Estou acostumada. Na verdade sou uma caçadora de lobos. O capuz que utilizo é uma marca de distinção comum ao clã dos caçadores. Fui treinada desde os 3 anos de idade para fazer isso. Se não fôssemos nós, os lobos acabariam com a humanidade. Houve um tempo em que isso quase aconteceu...Então, meus ancestrais resolveram criar um grupo de caçadores de lobos especializado.
Bucetélia ouvia atentamente.
- Só uma vez na história aconteceu de um antepassado meu perder a batalha para um lobo. E isso que ficou marcado nos contos populares. Lamento muito tal coisa. Muitos até chegam a distorcer o acontecido.
- Já ouvi falar da história de uma Chapeuzinho Vermelho. O Lenhador a salvou e matou o lobo.
- É aí que está a distorção. Na verdade, o lenhador matou o lobo, mas também estuprou e matou minha ancestral. Ele era um pedófilo que a vivia perseguindo.
- Nossa!
Bucetélia ficou assustada com a história.
- O lenhador, na verdade, faz parte de um clã inimigo dos caçadores. O clã dos machados. Se um dia encontrar com alguém portando um machado de pouco mais de um metro de comprimento, fuja. Eles não têm piedade nenhuma. Esquartejam e comem a vítima. Se for mulher, estupram-na para depois a devorarem. Foi isso que aconteceu com a Chapeuzinho da história popular.
Nossa heroína ficou ainda mais assustada ao ouvir tal coisa.
- Agora tenho que ir. Outros lobos podem estar atacando pessoas inocentes na floresta. Quem sabe um dia possamos nos reencontrar.
- Tudo bem! Diga-me uma coisa, por favor. Como posso fazer para voltar para minha casa?
- Aonde fica sua casa?
- Não sei ao certo. Eu estava tomando banho num lago quando apareci nesse mundo estranho.
- Não sei como posso lhe ajudar... No entanto, aconselho que atravesse a floresta, passe pelo meio daquela montanha mais adiante e siga pela estrada de tijolos de ouro. Ao final dessa estrada há um homem que poderá ser útil a você.
- Obrigada.
- Adeus!
- Até mais.
A menina encapuzada penetrou no meio das árvores. Aquela mata parecia virgem. Talvez fosse ainda inexplorada. Aquilo causava nervosismo em Bucetélia, pois a menina sempre tinha certo temor do desconhecido.
Avistou o fim daquela floresta. Havia um campo aberto e uma montanha um pouco mais distante. Era lá que nossa heroína deveria chegar. No meio do caminho até a montanha avistou uma garota careca recostada numa das únicas árvores existentes no campo. A moça deu um sorriso e disse:
- Olá boneca, que tal a gente se divertir um pouco? Custa uma moeda de ouro.
Bucetélia se assustou com a proposta.
- Vejo que você não é daqui.
- Não mesmo. Estou apenas procurando a estrada de tijolos de ouro.
- É logo ali, após a montanha.
- Sim, vou nessa direção. Qual o seu nome?
- Rapunzel...
- Você não é a menina que tinha as...
- Longas tranças? Sim! Isso foi o que a crise e o vício fizeram comigo. Fui expulsa de casa e não tive escolha. Entrei para a prostituição. Até pensei que a venda dos meus cabelos seria suficiente para me manter por uns tempos, mas o dinheiro acabou e estou aqui.
- Que triste!
- Não é tão triste assim. Vários príncipes passam por esse campo. Tenho clientes ilustres. Amo o Saci Pererê! Ele não tem uma perna, mas em compensação...
Bucetélia soltou uma gargalhada.
- Olha lá, estou avistando um cliente! Está se aproximando a cavalo.
O homem chegou e cumprimentou as senhoritas.
- Boa tarde! Olá Rapunzel. Vejo que tem uma amiga hoje!
- Ela está só de passagem. Vai na direção da estrada de tijolos de ouro.
- Hummm... Que pena. Poderia realizar meu sonho hoje.
- Que safado você é Quixote! Se continuar desse jeito não terá nem a mim! Meus clientes precisam estar à minha altura e ter dignidade.
- Tudo bem meu amor! Não está mais aqui quem falou.
- Assim é melhor. E pode pagar adiantado a moeda de ouro!
- Como queira. Toma!
- Assim é bem melhor...Venha cá meu cavaleirinho lindo!
Bucetélia foi se distanciando. Viu que os dois estavam prestes a começar algo estranho para ela. Não queria presenciar aquilo naquele momento. Deu alguns passos para trás, ainda observando o casal. Porém, de repente...
Bang!
Um tiro certeiro na cabeça de Dom Quixote. Nossa heroína deu um pulo e pensou em correr. Ela tinha certeza absoluta de quem era a pessoa que efetuou o disparo. Rapunzel deu um grito e correu junto com Bucetélia. As duas estavam desesperadas indo em direção à montanha.
Bang!
Uma bala atingiu a perna de Rapunzel, destroçando-a completamente. A garota ficou no chão chorando e gritando de dor. Bucetélia não sabia se parava para ajudá-la ou corria para se salvar.
Bang!
Voaram os miolos de Rapunzel, o que fez Bucetélia tomar a decisão de continuar correndo. Ela não conseguia ver de onde vinham os disparos, mas sabia quem era o responsável por eles. Correu, correu e chegou até a montanha, enquanto disparos eram dados. Não foi atingida por pura sorte. Correu mais um pouco, na esperança de alcançar a estrada de tijolos de ouro. Todavia, não a enxergou. O desespero tomou conta de Bucetélia. Ela não sabia exatamente o que fazer nem para onde correr.
Bang!
Um tiro quase pegou de raspão na nossa donzela em perigo. Observou que havia uma casa de tijolos. Não pensou duas vezes antes de bater na porta.
Bang!
Mais um disparo que quase a acertou. Ela começou a bater na porta com muita angústia. Alguém precisava socorrê-la. Começou a gritar por socorro enquanto batia apressadamente naquela superfície de madeira talvez norueguesa. Quase chorou de emoção quando ouviu o barulho dela se abrindo.
- Entre! Disse, bruscamente, uma voz rouca.
Bucetélia entrou. Três porcos armados com rifles estavam no interior da casa. Ela os observou atentamente. Era a primeira vez que via animais agindo como humanos. Tambén nunca tinha ouvido um porco falar. Não era pouco o seu espanto.
- Aqui você está segura! Tex não tem controle sobre nossas terras. Cuidaremos dele. Vamos lá rapazes!
Os três saíram da casa já atirando. Foram inúmeros disparos. Bucetélia ficou ali, sentada numa poltrona, com medo de sair da casa e ser atingida. Os três porcos armados voltaram.
- Pronto moça, agora está salva. Espantamos o Tex. Ele não vai aparecer aqui tão cedo!
- Quem são vocês?
- Somos construtores. A gente vive de fazer casas. Compramos o terreno, construímos e vendemos a residência por um preço justo!
Bucetélia continuou ouvindo.
- Tivemos de aprender a nos defender, porque essas terras estão cheias de bandidos perigosos. Não se pode mais confiar em ninguém. Nossos pais nos contavam que antigamente nosso mundo era tranquilo. Aí o mal tomou conta dele e não teve mais volta.
- Entendo. Passei por maus bocados aqui. Tudo que eu queria era voltar pra minha casa. Disseram-me que se eu encontrasse a estrada de tijolos de ouro eu poderia ter a chance de realizar meu intento.
- Mas você a encontrou!
- Eu?! Não! Não tem estrada de tijolos de ouro aqui!
Os três porcos caíram na gargalhada. Ficaram por mais ou menos uns 3 minutos rindo da cara de Bucetélia, a qual não entendia nada.
- Você queria achar ouro!? AHAHAHAHAAHAHAHAHAAH
Continuaram rindo.
- Vocês podem me dizer qual o motivo para tanto riso? Perguntou a menina, irritada.
- Nos desculpe! haha! Mas é que é muito engraçado. Você realmente pensou que numa terra como essa, cheia de pessoas ambiciosas, alguém iria construir uma estrada feita de tijolos de ouro? E o pior, você acha que ninguém roubaria os tijolos? Eu tenho que cuidar para que as pessoas não roubem minhas cuecas fedorentas do varal lá de fora. Imagine tijolos de ouro! HAHAHA
- Ok, ok, Já entendi! A estrada só tem ouro no nome.
- Isso mesmo!
- Estranho...
- Há muitas coisas mais estranhas ainda na vida. Pois bem, agora você sabe qual o seu caminho. Se precisar passar a noite aqui, será bem vinda!
- Eu realmente preciso ir. Tenho de voltar para casa o mais rápido possível.
- Tudo bem. Foi um prazer conhecê-la!
- O prazer foi meu. Obrigada por me salvarem.
- Foi o nosso dever como senhores dessas terras.
-Adeus!
Bucetélia saiu da casa e seguiu pela estrada feita de pedras cujo nome era Estrada de Tijolos de Ouro.
Andou alguns minutos quando começou a ouvir muito alto um som familiar. Caminhou mais um pouco e começou a anoitecer. Os pássaros batiam as asas em retirada. A Lua brilhava como nunca. Aquele som começou a ficar cada vez mais próximo. Ela aumentou o ritmo dos passos. Era o som de batidas do coração. A menina sentiu que o barulho ficava cada vez mais alto. Ao avistar um vulto a mais ou menos uns 10 metros dela, sentiu uma mão tocar o seu ombro por trás...
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